Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
Esclerose
Lateral Amiotrófica
é uma doença que afeta o
sistema nervoso de forma degenerativa e progressiva e
acarreta em paralisia motora irreversível.
Pacientes com a doença sofrem paralisia gradual e morte precoce como resultado
da perda de capacidades cruciais, como falar, movimentar, engolir e até mesmo
respirar. O físico britânico Stephen
Hawking, morto em 2018, foi um dos portadores mais conhecidos
mundialmente da ELA.
Não
há cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica. Com o tempo, as pessoas com doença perdem
progressivamente a capacidade funcional e de cuidar de si mesmas. O óbito, em
geral, ocorre entre três e cinco anos após o diagnóstico. Cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos depois
do diagnóstico.
A descrição do seu nome, Esclerose Lateral Amiotrófica, significa:
Esclerose -
endurecimento e cicatrização.
Lateral - endurecimento da porção lateral da
medula espinhal.
Amiotrófica - fraqueza que resulta na redução
do volume real do tecido muscular, atrofia.
A ELA é uma das principais doenças neurodegenerativas ao
lado das doenças de Parkinson e Alzheimer. A idade é o fator predito mais
importante para a sua ocorrência, sendo mais prevalente nos pacientes entre 55 e 75 anos de idade.
Desde 2009, o Ministério da Saúde,
por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), oferece assistência e medicamentos
gratuitos, de forma integral, aos pacientes com essa doença, com base no que
está cientificamente comprovado. Ainda não
existem evidências em nível mundial de tratamento que levem à cura da
doença.
Por
ser um distúrbio progressivo, a ELA envolve a degeneração do sistema motor em
vários níveis:
·
bulbar;
·
cervical;
·
torácico;
·
lombar.
A incidência da ELA - Esclerose Lateral Amiotrófica (média cerca de
1 / 50, 000 por ano) e prevalência (média cerca de 1 / 20, 000) são
relativamente uniformes nos países ocidentais, apesar de terem descritos focos
de maior frequência no Pacífico Ocidental. No geral, há uma ligeira
preponderância do sexo masculino (razão entre homens e mulheres de cerca de
1,5:1).
Em 2014, o Ministério da Saúde
ampliou o cuidado a pessoas com doenças raras, instituindo a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras,
incluindo a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas dessa doença foi atualizado em novembro de 2015.
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) tem
cura?
Não há cura para ELA - Esclerose Lateral
Amiotrófica. Com o tempo, as pessoas com doença perdem progressivamente a
capacidade funcional e de cuidar de si mesmas. O óbito, em geral, ocorre entre
três e cinco anos após o diagnóstico. Cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por
mais de cinco anos depois do diagnóstico.
Os
medicamentos e tratamentos são apenas paliativos, para ajudar a melhorar a
qualidade de vida e a retardar a evolução da doença, que inevitavelmente
acontecerá em algum momento.
Quais são as causas da ELA?
As causas da ELA - Esclerose Lateral
Amiotrófica ainda não são conhecidos, no entanto sabe-se que em cerca de 10%
dos casos ela é causada por um defeito genético. Na prática, os neurônios
dos pacientes acometidos pela doença se desgastam ou morrem e já não conseguem
mais mandar mensagens aos músculos.
Isso
gera a curto e médio prazo enfraquecimento dos músculos, contrações
involuntárias e incapacidade de mover os braços, as pernas e o corpo. A doença
piora lentamente. Quando os músculos do peito param de trabalhar, fica muito
difícil respirar por conta própria.
Além
disso, outras causas que podem estar relacionadas com a Esclerose Lateral
Amiotrófica (ELA) são:
·
Mutação genética.
·
Desequilíbrio químico no cérebro
(níveis de glutamato mais elevado), o que é tóxico para as células nervosas.
Existem fatores de risco para Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)?
Não existem fatores de risco ou comportamentos
de risco conhecidos para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). No
entanto, sabe-se que parentes próximos de alguém que tenha a doença têm chances
de adquiri-la também, tendo em vista que uma das causas são exatamente os fatores
genéticos/hereditários.
Nesses
casos recomenda-se fazer acompanhamento médico periódico.
Quais são os sintomas da ELA?
Os sintomas da ELA - Esclerose Lateral
Amiotrófica normalmente começam a aparecer após os 50 anos, mas também podem
surgir em pessoas mais novas. Entre outros sinais e sintomas, pessoas com ELA
têm:
·
perda gradual de força e
coordenação muscular;
·
incapacidade de realizar tarefas
rotineiras, como subir escadas, andar e levantar;
·
dificuldades para respirar e
engolir;
·
engasgar com facilidade;
·
babar;
·
gagueira (disfemia);
·
cabeça caída;
·
cãibras musculares;
·
problemas de dicção, como um
padrão de fala lento ou anormal (arrastando as palavras);
·
alterações da voz, rouquidão;
·
perda de peso.
ELA
- Esclerose Lateral Amiotrófica não afeta os sentidos (visão, olfato, paladar,
audição e tato) e raramente atinge o funcionamento da bexiga, dos intestinos ou
a capacidade de pensamento e raciocínio de uma pessoa.
Como é feito o diagnóstico da Esclerose Lateral
Amiotrófica (ELA)?
O diagnóstico da Esclerose
Lateral Amiotrófica (ELA) é feito, inicialmente, por meio de análise clínica e exame físico, que pode
mostrar algumas deficiências físicas, sinais e sintomas que podem estar
relacionados à doença. Podem haver, por exemplo, tremores, espasmos e
contrações musculares, ou perda de tecido muscular (atrofia). Atrofia e
contrações involuntárias da língua são comuns.
Além
disso, a pessoa pode ter um jeito de andar rígido ou desajeitado. Os reflexos
são anormais. Há mais reflexos nas articulações, mas pode haver perda do reflexo
faríngeo. Alguns pacientes têm problemas para controlar o choro ou o riso,
estado chamado de "incontinência emocional".
Para
confirmar o diagnóstico, o médico especialista pode solicitar os seguintes
exames:
·
Exames de sangue, para descartar
outras doenças.
·
Teste respiratório, para verificar
se os músculos do pulmão foram afetados.
·
Tomografia computadorizada ou
ressonância magnética da coluna cervical, para garantir que não exista uma
doença ou lesão no pescoço, que pode ser semelhante à ELA.
·
Eletromiografia, para ver quais
nervos não funcionam corretamente.
·
Teste genético, se houver um
histórico familiar de ELA.
·
Tomografia computadorizada ou
ressonância magnética da cabeça, para excluir outras doenças.
·
Estudos de condução nervosa.
·
Testes de deglutição
Como é feito o tratamento da Esclerose Lateral
Amiotrófica (ELA)?
O tratamento para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) começa
com um medicamento chamado riluzol,
que é distribuído gratuitamente por meio
do Sistema Único de Saúde (SUS). O riluzol reduz a velocidade
de progressão da doença e prolonga a vida do paciente.
Fisioterapia,
reabilitação, uso de órteses, de uma cadeira de rodas ou outras medidas
ortopédicas podem ser necessárias para maximizar a função muscular e o estado
de saúde geral, conforme cada caso e de acordo com a evolução da doença.
A
participação de um nutricionista é muito importante, pois os pacientes com ELA
tendem a perder peso. A própria doença aumenta a necessidade de ingestão de
alimentos e calorias. Ao mesmo tempo, os problemas de deglutição podem fazer
com que seja difícil comer o suficiente. Os dispositivos respiratórios
incluem máquinas usadas somente durante a noite e ventilação mecânica
constante.
O
Ministério da Saúde oferece ainda Práticas Integrativas e Complementares, como
cuidados paliativos terapêuticos, ajudando na promoção, prevenção e tratamento
de doenças crônicas ou raras, como ELA. Essas práticas possuem recursos
tecnológicos simplificados e potentes, que podem contribuir ao longo de todo o
tratamento, tanto para o paciente quanto para os familiares.
Os
cuidados paliativos são uma abordagem de tratamento que promove a qualidade de
vida de pacientes que enfrentam doenças que ameacem a continuidade de vida, por
meio da prevenção e alívio do sofrimento. Estão previstos nos cuidados
paliativos tratamentos para dor e outros problemas de natureza física,
psíquica, espiritual e social.
Reabilitação
No
âmbito da reabilitação, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) pode englobar
medidas relacionadas à dor, prevenção de contraturas musculares e articulares
fixas com uso de órteses, tratamento das dificuldades da fala, da deglutição,
dificuldades respiratórias e suporte familiar. Esses tratamentos podem ser
feitos nos Centros Especializados em Reabilitação do SUS.
O
acompanhamento na reabilitação é baseado em avaliações multidisciplinares das necessidades
e capacidades das pessoas com deficiência, incluindo dispositivos e tecnologias
assistivas, e com foco na produção da autonomia e o máximo de independência em
diferentes aspectos da vida. O processo de reabilitação tem o objetivo de
melhorar a funcionalidade e promover a inclusão social das pessoas com
deficiência em seu ambiente social, por meio de medidas de prevenção da perda
funcional, de redução do ritmo da perda funcional, da melhora ou recuperação da
função; da compensação da função perdida; e da manutenção da função atual.
Quais são as possíveis complicações da Esclerose
Lateral Amiotrófica (ELA)?
Em algum momento, de acordo com a evolução da
doença, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) trará as seguintes
complicações, que podem ocorrer de forma isolada ou somadas.
·
Aspiração de comida ou líquido.
·
Perda da capacidade de cuidar de
si mesmo.
·
Insuficiência pulmonar.
·
Pneumonia.
·
Escaras (úlceras de pressão).
·
Perda de peso acentuada.
·
Incapacidade de respirar sozinho.
·
Incapacidade de engolir.
·
Incapacidade de falar.
·
Morte.
Como
prevenir a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)?
Infelizmente,
não existem evidências na literatura médica e científica mundial formas de
prevenir a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
FONTE: https://www.saude.gov.br/

Comentários
Postar um comentário
Tire suas duvidas e deixe seus comentarios ,para que possamos lhe ajudar: